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Balança comercial teve superávit recorde em maio

01 de junho de 2016

Saldo foi de US$ 6,437 bilhões, o maior resultado para o mês desde 1989. Exportações registraram queda de 0,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. As importações tiveram retração de 24,3%.

São Paulo - A balança comercial obteve em maio o maior superávit para o mês desde o começo da série histórica, em 1989. O saldo foi de US$ 6,437 bilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (01) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). No mês passado, foram exportados US$ 17,571 bilhões, ou US$ 836,7 milhões por dia útil, uma queda de 0,2% em relação a maio de 2015. As importações somaram US$ 11,134 bilhões, ou US$ 530,2 milhões por dia útil, e foram 24,3% menores na mesma comparação.

No mês passado, houve retração de 8% nas exportações de produtos básicos em relação a maio de 2015, um aumento de 9% nas vendas de semimanufaturados e um crescimento de 8,9% nos embarques de manufaturados. Os básicos representaram a maior fatia da pauta, seguidos por manufaturados e semimanufaturados.

Entre os básicos, as principais quedas ocorreram nas exportações de petróleo bruto, café, fumo, minério de cobre, carnes salgadas, soja em grão e farelo de soja.

As remessas de semimanufaturados cresceram impulsionadas, sobretudo, pelas vendas de ouro em forma semimanufaturada, alumínio bruto, cátodos de cobre, óleo de soja bruto, açúcar bruto e madeira serrada.

Os embarques de manufaturados cresceram em razão das vendas de plataforma de petróleo, aviões, tubos flexíveis de ferro/aço, automóveis de passageiros, veículos de carga, suco de laranja, polímeros plásticos, máquinas para terraplanagem, e óxidos e hidróxidos de alumínio.

Entre os mercados compradores, cresceram as exportações para a Oceania, Ásia e União Europeia. As vendas para a África caíram 22,7% em decorrência de embarques menores de soja em grão, açúcar, carne bovina e tratores. Para o Oriente Médio, as remessas foram 20,2% menores do que em maio de 2015, em razão principalmente do açúcar refinado, minério de ferro, farelo de soja, ouro em forma semimanufaturada, soja em grão, bovinos vivos e carne de frango.

No sentido contrário, caíram as importações de combustíveis e lubrificantes, bens de consumo, bens de capital e bens intermediários. Todas as regiões venderam menos para o Brasil no período. As vendas da África recuaram 31,4% em razão do petróleo bruto. Já o Oriente Médio vendeu 26% menos para o Brasil em função do querosene de aviação e do petróleo bruto.

Acumulado

De janeiro a maio, as exportações brasileiras somaram US$ 75,513 bilhões. Foram 2,6% menores pela média diária de US$ 720,7 milhões. As importações somaram US$ 53,832 bilhões, ou US$ 527,8 milhões por dia útil, com redução de 30,8% em comparação com o mesmo período de 2015. As exportações de produtos básicos e de semimanufaturados registram queda. Já as remessas de produtos manufaturados registram alta de 0,6%.

As exportações cresceram apenas para a Ásia. O Oriente Médio importou 6,6% menos até maio, devido ao minério de ferro, ouro em forma semimanufaturada, óxidos e hidróxidos de alumínio e açúcar refinado. As vendas para África foram 5,3% menores, em decorrência da soja em grãos, açúcar refinado e tratores.

Entre os produtos que o Brasil importa, foram menores as compras de combustíveis e lubrificantes, bens de capital, bens intermediários e bens de consumo.

No ano, a balança comercial acumula superávit de US$ 19,681 bilhões. No mesmo período de 2015, o setor acumulava déficit de US$ 2,301 bilhões.