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Festa do Imigrante cresce e recebe novas comunidades

04 de junho de 2016

Árabes serão representados pela Síria, Líbano, Marrocos e Egito em apresentações artísticas, artesanato e culinária. Evento ocorre nos dias 05, 11 e 12 de junho no Museu da Imigração, em São Paulo.

São Paulo - Começa neste domingo (05) a 21ª Festa do Imigrante, no Museu da Imigração, em São Paulo. Os árabes serão representados pelo Líbano, Síria, Marrocos e Egito e não apenas na culinária. Dança típica marroquina, por exemplo, será uma das atrações do palco da festa, assim como dança do ventre e oficinas para preparar pratos típicos.

De acordo com a diretora-executiva do Museu da Imigração, Marília Bonas, as próprias comunidades de imigrantes se interessam e procuram o museu para participar da festa. “Essa celebração nasceu do desejo das comunidades que se instalaram em São Paulo em compartilhar sua cultura e transmiti-la para as gerações mais novas. Ela foi crescendo e nos últimos cinco anos recebemos novas comunidades. Consulados, organizações não governamentais e instituições que realizam trabalhos sociais com imigrantes e refugiados colaboram com o evento”, afirmou.

Por outro lado, uma equipe do museu mapeia restaurantes e apresentações artísticas de comunidades de diversos países para que também participem da festa. No ano passado, 20 mil pessoas foram ao evento. A expectativa de Bonas é receber mais visitantes neste ano.

Além dos países árabes, estarão no evento comunidades da Alemanha, Armênia, Áustria, Bélgica, Bolívia, Bulgária, Camarões, Chile, República Democrática do Congo, Coreia do Sul, Croácia, Espanha, França, Grécia, Ilha da Madeira, Índia, Itália, Japão, Líbano, Lituânia, México, Moçambique, Noruega, Peru, Polônia, Portugal, Rússia, Síria, Turquia e Vietnã.

De acordo com a programação neste domingo, haverá a apresentação de dança do ventre. Danças árabes subirão ao palco também no próximo sábado (11) e no domingo (12), dia em que haverá ainda um workshop com noções básicas de dança do ventre.

A cultura árabe também promete cativar os visitantes pelo paladar. Além de degustar os pratos típicos, quem for à festa poderá aprender a preparar alguns deles. Uma oficina de culinária vai ensinar a receita e o preparo do couscous marroquino no domingo (05). O passo a passo para preparar falafel, o tradicional bolinho feito com grão-de-bico, será apresentado no sábado (11). No mesmo dia, os participantes também irão aprender a preparar uma torrada de zatar, feita com o condimento de especiarias tradicional no Líbano.

Dos 41 boxes de comida, um será ocupado pelo refugiado sírio Talal Altinawi, que em abril inaugurou seu restaurante no bairro do Brooklin. “A festa recebe desde os imigrantes com seus preparos tradicionais até os que trazem novas formas de preparo das receitas típicas. Será uma oportunidade, por exemplo, de provar uma receita feita pelo Talal e comparar com outras técnicas de preparo do mesmo prato. Também notamos que as pessoas se interessam cada vez mais por compartilhar suas experiências e suas histórias”, disse Bonas.

O Museu da Imigração é o local que abrigou a Hospedaria de Imigrantes do Brás de 1887 a 1975. Neste período, 2,5 milhões de pessoas de mais de 70 nacionalidades passaram pelo local, que também abrigava um ambulatório médico, a Agência Oficial de Colonização e Trabalho, e uma agência dos correios.

Serviço

21ª Festa do Imigrante
05, 11 e 12 de junho, das 10 às 17 horas
Museu da Imigração, Rua Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca, São Paulo, SP
Ingressos: R$ 6,00
Mais informações: http://museudaimigracao.org.br/wp-content/uploads/2015/12/MUSEU-DA-IMIGRACAO_21_festa-do-imigrante_Programacao_versao-digital_5.pdf