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Argélia compra 51% mais produtos farmacêuticos

13 de julho de 2016

Argel – As importações argelinas de produtos farmacêuticos somaram US$ 947,52 milhões de janeiro a maio, um aumento de 51% sobre o mesmo período do ano passado, de acordo com informações do Centro Nacional de Informática e Estatísticas das Alfândegas (CNIS, na sigla em francês). Foram importadas mais de 12 mil toneladas, um crescimento de 28% na mesma comparação.

Em medicamentos para uso humano, as importações totalizaram US$ 890 milhões, um acréscimo de 50% em relação aos cinco primeiros meses de 2015. O volume adquirido foi de quase 11 mil toneladas, um avanço de 26%.

No que diz respeito aos medicamentos de uso veterinário, as compras externas foram de US$ 17,5 milhões e de 378 toneladas, um crescimento de 46,5% em valor e de 11,3% em volume. Outros itens de cuidado pessoal somaram US$ 40,42 milhões e 923 toneladas em importações, um aumento de 75% em gastos e de 58% em quantidades.

O Brasil teve pequena participação nas importações argelinas do setor. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, as vendas de produtos farmacêuticos brasileiros ao mercado argelino ficaram em apenas US$ 320 mil, um recuo de 36% sobre o mesmo período do ano passado.

No âmbito de um plano de racionalização das importações de medicamentos, o governo argelino baixou em dezembro do ano passado uma lista de produtos farmacêuticos para uso humano e de materiais médicos fabricados no país com importação proibida, num total de 368 itens.

Os argelinos estão preocupados em reduzir as importações e ampliar a produção local de diversos setores, pois com a queda dos preços do petróleo no mercado internacional o país passou a acumular menos divisas com suas exportações e, consequentemente, tem menos recursos para gastar em compras externas. Há também a necessidade de diversificação da economia nacional para reduzir a dependência da indústria de petróleo e gás.

*Tradução de Alexandre Rocha com informações da redação da ANBA