Notícias

Bolsa de mercadorias de Dubai tem movimento recorde

04 de julho de 2016

DGCX registrou 9,5 milhões de contratos no primeiro semestre, maior volume para o período. Em 24 de junho, dia seguinte à votação do Brexit, pregão teve maior movimentação diária.

São Paulo – A bolsa de mercadorias de Dubai (DGCX, Dubai Gold and Commodities Exchange) registrou um volume recorde de negócios no primeiro semestre deste ano. Foram 9,5 milhões de contratos, um aumento de quase 50% sobre o mesmo período de 2015, segundo informações da Emirates News Agency (WAM). Em 24 de junho, o pregão teve a maior movimentação diária da história da bolsa inaugurada em 2005, com 150,57 mil contratos no valor de US$ 3,55 bilhões.

A sexta-feira, 24 de junho, foi o dia seguinte ao plebiscito que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia, ou Brexit. De acordo com a WAM, a incerteza provocada pela decisão nos mercados internacionais foi justamente a causa do aumento dos negócios na DGCX.

“O Brexit, um evento de proporções sísmicas, desencadeou extrema volatilidade nos mercados mundiais já nas semanas que antecederam a votação”, disse o CEO da DCGX, Gaurang Desai, segundo a WAM. De acordo com ele, neste período os investidores procuraram maneiras de reduzir sua exposição a riscos. “A DCGX é considerada agora uma plataforma de negócios extremamente importante que ajuda os investidores a protegerem seus portfólios ao mitigar riscos, o que ficou evidente com a quebra do recorde de volume diário de negócios”, acrescentou o executivo.

De acordo com a WAM, a bolsa registrou crescimento das transações com todos os tipos de ativos lá negociados. Houve retomada nos preços de commodities em face de especulações sobre problemas na oferta e cortes na produção, o que estaria reduzindo os excedentes que causaram o colapso das cotações anteriormente.

Segundo a agência, com sinais de fortalecimento da demanda mundial, o segmento de metais preciosos registrou um aumento significativo nas transações nos seis primeiros deste ano com 422.537 contratos, um crescimento de 104% sobre o mesmo período de 2015. Ocorreram fortes avanços também nos volumes de contratos futuros de moedas como a rúpia indiana, libra esterlina e euro, e de petróleo.