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Déficit comercial da Argélia continua a crescer

23 de maio de 2016

Saldo negativo ficou em US$ 7,632 bilhões de janeiro a abril, um aumento de 35,7% sobre o mesmo período do ano passado.

Argel – O déficit comercial da Argélia continua a crescer. O saldo negativo ficou em US$ 7,632 bilhões nos quatro primeiros meses do ano, um aumento de 35,7% sobre o mesmo período de 2015, de acordo com informações Centro Nacional de Informática e Estatísticas das Alfândegas do país árabe (CNIS, na sigla em francês).

As exportações argelinas somaram US$ 7,545 bilhões de janeiro a abril, uma queda de 38,4% em relação aos quatro primeiros meses do ano passado. As importações também recuaram, mas em ritmo menor. As compras externas totalizaram US$ 15,177 bilhões, uma redução de 15,06% na mesma comparação.

Os hidrocarbonetos (petróleo, gás e derivados) continuam a representar a maior parte das exportações argelinas, com uma participação de 92,8%. De janeiro a abril, as vendas externas destes produtos renderam pouco mais US$ 7 bilhões, um recuo de 39,31% sobre o mesmo período de 2015. Os embarques de outras mercadorias caíram 23,1% na mesma comparação.

No caso das importações, caíram as aquisições de todos os grupos de produtos.

Os cinco principais destinos das exportações argelinas de janeiro a abril foram a Itália, Espanha, França, Canadá e Turquia. Os maiores fornecedores da Argélia no período foram a China, França, Itália, Espanha e Alemanha.

Brasil

O Brasil importou o equivalente a US$ 497,8 milhões da Argélia nos quatro primeiros meses de 2016, uma queda de 31,4% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do governo brasileiro (Secex). Os principais itens comercializados foram nafta, petróleo bruto, propano liquefeito e ureia.

Na outra mão, as exportações brasileiras à Argélia somaram US$ 316,5 milhões, um crescimento de 9,38% em comparação ao período de janeiro a abril de 2015. Os principais produtos embarcados foram açúcar, milho, carne bovina, óleo de soja e amendoim.

*Tradução de Alexandre Rocha com informações da redação da ANBA