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Exportação de máquinas cresce 10%

29 de junho de 2016

São Paulo – As exportações brasileiras de máquinas e equipamentos cresceram 10% em maio sobre o mesmo mês do ano passado, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (29) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). A receita com as vendas ficou em US$ 696 milhões. Sobre abril houve avanço de 2%.

No acumulado do ano as exportações também cresceram. O faturamento gerado de janeiro a maio foi de US$ 3,2 bilhões, com avanço de 0,9% sobre iguais meses do ano passado. Esse foi o primeiro resultado positivo do ano.

As máquinas que se destacaram na exportação no acumulado de 2016 foram as para fabricação de bens de consumo, com alta de 47,5%, as para indústria de transformação, com exportação 20,4% maior, e as para indústria de bens de capital, com aumento de 17,8%.

Em maio individualmente cresceu principalmente a comercialização de máquinas para a infra-estrutura e a indústria de base, com 55,6% de avanço, de máquinas para agricultura, com 31,7% mais, e de máquinas para bens de consumo, com crescimento 25,9% sobre maio de 2015.

A América Latina foi a região do mundo que mais comprou equipamentos fabricados no Brasil nos cinco primeiros meses do ano, apesar de as vendas para os latino-americanos terem caído 11,7%. A Europa foi o segundo maior destino e fez importações 6% maiores sobre iguais meses de 2015. Os Estados Unidos foram o terceiro maior comprador da indústria brasileira de máquinas e importaram 18,4% menos. O aumento da China foi de 846%, mas o país é o quarto destino.

Com a queda nas importações em maio, o setor conseguiu diminuir o déficit da balança comercial. As importações caíram 25% em maio sobre o mesmo mês de 2015, para US$ 1,1 bilhão. Com isso, o saldo negativo da balança do setor, que estava em mais de US$ 1 bilhão no mesmo período do ano passado, ficou em US$ 500 milhões.

No acumulado do ano as importações recuaram 30,4% sobre os cinco primeiros meses de 2015, para US$ 6 bilhões. O déficit foi de US$ 2,7 bilhões.

A indústria brasileira de máquinas teve queda na receita no mês de maio e também no acumulado do ano em função principalmente do desaquecimento do mercado doméstico. Também houve recuo nos empregos nos dois períodos. O setor empregava 308,7 mil pessoas em maio deste ano, 35 mil vagas a menos do que no mesmo mês de 2015.