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FMI: Sudão avançou, mas precisa de mais reformas

02 de junho de 2016

São Paulo - Técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) se reuniram com autoridades do Sudão e nesta quinta-feira (02) e divulgaram um relatório sobre a situação econômica do país. De acordo com o documento, o Sudão promoveu medidas de ajuste fiscal que ajudaram a ampliar a arrecadação de impostos, conter o déficit fiscal e combater a inflação. Elas, porém, não são suficientes para fazer com que o país cresça, atraia investimentos e promova o desenvolvimento da população.

Segundo o Fundo, o Sudão tem entre seus desafios combater o déficit fiscal, equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), e o déficit externo, que corresponde a 6% do PIB. Além disso, o Sudão tem dificuldades em fazer negócios com outros países porque sofre um embargo econômico dos Estados Unidos.

A delegação do Fundo se reuniu com as autoridades sudanesas em Cartum entre 21 de maio e esta quinta-feira. O chefe da equipe, Eric Mottu, afirmou no comunicado que o Sudão obteve um progresso “notável” em direção à estabilidade macroeconômica e ao crescimento, mesmo após separar-se do Sudão do Sul, cinco anos atrás.

O documento afirmou que o país teve uma boa safra no ano passado, mas lembrou que os preços das commodities estão baixos, o governo depende mais de financiamento do Banco Central e as reservas internacionais são limitadas. “Como resultado, as perspectivas são incertas e a estabilidade macroeconômica se apoia em vultosos financiamentos internacionais”, afirma o documento.

Devido a estas previsões, a delegação do Fundo sugeriu às autoridades locais ampliar as receitas com impostos, reduzir o déficit fiscal, adotar uma política fiscal restritiva como forma de combater a inflação, ampliar o apoio aos mais pobres e acelerar reformas que tornem o ambiente de negócios mais atraente, encorajem o investimento privado e a geração de empregos.

O documento afirma ainda que o Sudão tem dívidas em atraso que impedem o acesso a financiamento externo e sobrecarregam seu desenvolvimento. Na avaliação de Mottu, o país do Norte da África precisa continuar a buscar formas de suspender suas dívidas e levantar as sanções. Ele disse ainda que o país é elegível ao Programa para Países Pobres Altamente Endividados (HIPC, na sigla em inglês), oferecido pelo próprio Fundo.