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Fórum irá reunir empresários árabes e brasileiros

25 de setembro de 2017

São Paulo – O presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, se reuniu nesta segunda-feira (25) em Amã, capital jordaniana, com o presidente da União das Câmaras Árabes, Nael Al Kabariti, que preside também a Câmara de Comércio da Jordânia. Eles discutiram o futuro das relações econômicas e comerciais entre o mundo árabe e o Brasil, entre outros temas. A Câmara Árabe Brasileira integra a União.

Como forma de fortalecer estas relações, os executivos pretendem promover um fórum econômico países árabes-Brasil no primeiro semestre de 2018, em São Paulo. Participaram da reunião também o embaixador brasileiro em Amã, Francisco Carlos Soares Luz, o vice-presidente de Relações Internacionais da Câmara Árabe, Osmar Chohfi, o assessor de projetos especiais da presidência da entidade, Tamer Mansour, e o tesoureiro da Câmara da Jordânia, Jamal Fariz.

Em entrevista à ANBA por telefone, Kabariti disse que foi discutido também o fomento à formação de parcerias entre empresas árabes e brasileiras para a exploração de mercados na África. A União Geral realiza na quarta (27) e na quinta-feira (28), em Amã, um Fórum Econômico Árabe-Africano, com o objetivo justamente de promover oportunidades de negócios no continente. Os representantes da Câmara Árabe vão participar do evento que, segundo Kabariti, deverá reunir 500 empresários e autoridades de cerca de 60 países.

“A África é um mercado virgem e fértil, que tem necessidade de muito produtos, e temos que criar parcerias entre árabes e africanos para investimentos e exploração do mercado do continente”, afirmou Kabariti. Entre os setores com grande potencial de negócios ele citou os de logística, indústria, produção de matérias-primas, agricultura e alimentos em geral, e tecnologias da informação.

Os países árabes têm grande preocupação com a segurança alimentar. Como boa parte da região tem clima árido, a produção não é suficiente para abastecer a população, então eles procuram investir em empreendimentos no exterior para suprir a demanda por alimentos em seus países. Nações africanas são destinos preferenciais destes investimentos por causa da proximidade territorial e da disponibilidade de terras para agricultura e pecuária.

“Nossa obrigação como instituição é abrir portas, e a partir daí os negócios são criados”, disse Kabariti sobre a organização do fórum. “É um grande mercado”, acrescentou ele sobre a África.

O presidente da União disse ainda que conversou com os executivos da Câmara Árabe Brasileira sobre a ampliação da cooperação dos países árabes com a América do Sul como um todo, e nesta seara a entidade brasileira tem uma função de liderança a desempenhar.

“É uma honra para nós ter uma delegação brasileira aqui e estamos ansiosos por fortalecer nossa parceria”, concluiu Kabariti.