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Prêmio Zayed quer atrair projetos de brasileiros

23 de maio de 2016

Premiação em energia renovável e sustentabilidade dos Emirados teve evento de divulgação nesta segunda-feira em São Paulo. Podem se inscrever empresas, organizações, personalidades e escolas secundárias.

São Paulo – Os Emirados Árabes Unidos querem a participação de brasileiros no Prêmio Zayed de Energia do Futuro, que está com inscrições abertas até o dia 27 de junho deste ano. O Consulado Geral dos Emirados em São Paulo promoveu nesta segunda-feira (23), no Hotel Tivoli, na capital paulista, um evento para divulgar o prêmio junto a empresas e organizações sem fins lucrativos.

A premiação reconhece iniciativas voltadas para energia renovável e sustentabilidade e esse é o terceiro ano em que os Emirados promovem ações de divulgação do prêmio no Brasil. “Reflete o quanto o Brasil e São Paulo, em particular, são importantes neste segmento”, afirmou o cônsul dos Emirados em São Paulo, Saleh Ahmed Alsuwaidi, sobre a área de energia renovável e sustentabilidade, e a promoção da iniciativa no País.

A Câmara de Comércio Árabe Brasileira participou do encontro por meio do seu presidente, Marcelo Sallum, e outros membros da diretoria. “É uma iniciativa muito importante, dá possibilidade para empresas brasileiras e associações mostrarem o trabalho desenvolvido”, disse Sallum à ANBA. A Câmara Árabe trabalhará pela divulgação do prêmio, de acordo com o presidente da entidade.

O secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles, que esteve no evento, afirmou que no estado há excelentes projetos, concretos e objetivos, que podem participar. Ele lembrou que existe em São Paulo incentivo ao desenvolvimento de iniciativas na área e que elas poderão ser mostradas no mundo árabe pelo prêmio. A Secretaria de Energia e Mineração apoiou a realização do evento de divulgação do prêmio.


A representante do Prêmio Zayed de Energia do Futuro, Yanire Brana, que esteve na solenidade no Tivoli, afirmou que, no caso das empresas, podem se inscrever tanto as que têm algum projeto na área de sustentabilidade quanto aquelas cuja atividade principal seja dentro do setor. Ela lembrou os vários anos de experiência do Brasil na área de energia.

A iniciativa vai reconhecer projetos em cinco categorias: grandes empresas, pequenas e médias empresas, organizações sem fins lucrativos, escolas secundárias e prêmio de carreira. As grandes companhias vão receber apenas o reconhecimento, as pequenas e médias, as organizações ou associações, US$ 1,5 milhão, e o prêmio de carreira pagará US$ 500 mil. As escolas também receberão US$ 500 mil.

Mas no caso destas últimas, haverá uma escolhida em cada uma das regiões do mundo e o valor do prêmio será dividido entre elas: Américas, Europa, África, Ásia e Oceania. As escolas deverão apresentar proposta detalhada para um projeto e o valor do prêmio, US$ 100 mil, deverá ser usado para financiar a conclusão das ações. Podem participar escolas de ensino médio com estudantes com idades entre 11 e 19 anos.

Para concorrer na categoria grandes empresas, as corporações devem ter receita anual acima de US$ 100 milhões. As com faturamento inferior devem se candidatar na categoria pequenas e médias empresas. Elas devem ter introduzido, com sucesso, alguma solução inovadora e diferenciada em energias renováveis e sustentabilidade.

A categoria de organizações sem fins lucrativos inclui organizações não governamentais, associações industriais, organizações de investigação ou entidade internacional, desde que suas ações tenham impacto direto na indústria de energia renovável e sustentabilidade. A categoria carreiras também é chamada de “Realização de uma Vida” e é voltada para personalidades com notável registro histórico de realizações na área durante as suas vidas. O físico brasileiro José Goldemberg ganhou o prêmio em 2013.

O prêmio vai avaliar impacto, inovação, liderança e visão de longo prazo nos projetos. Ele foi lançado em 2008 e é gerido pela Masdar, empresa de sustentabilidade de Abu Dhabi. A premiação representa a visão do falecido fundador e presidente dos Emirados, Zayed bin Sultan al Nahyan, que defendia a sustentabilidade social, econômica e ambiental como parte integrante da história e herança do país.

Da Câmara Árabe, além do presidente Sallum, estiveram presentes o diretor-geral, Michel Alaby, o vice-presidente de Comércio Exterior, Rubens Hannun, o membro da diretoria para a pasta de Comércio Exterior, Willian Atui, os também membros da diretoria Mohamed Abdouni e Mohamed Mourad, e o conselheiro sênior para Assuntos Institucionais e Internacionais da entidade, Ramez Goussous.

Serviço

Prêmio Zayed de Energia do Futuro
Mais informações e inscrições: http://www.zayedfutureenergyprize.com/en/