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Reformas podem ajudar Curdistão a crescer

31 de maio de 2016

São Paulo - As instabilidades regionais que afetaram o crescimento do Curdistão, região autônoma do Norte do Iraque, podem ser contornadas com a adoção de um plano de crescimento divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Banco Mundial. A pobreza dobrou nos últimos anos e o desenvolvimento foi afetado pelos conflitos que atingem a Síria e o Iraque. O Banco Mundial anunciou o plano como forma de propor caminhos para que o Curdistão administre os impactos dos conflitos regionais e mantenha seu desenvolvimento.

O documento é intitulado “Reformas econômicas para a prosperidade compartilhada e proteção aos vulneráveis” e sugere medidas que precisam ser adotadas pelas autoridades do Curdistão pelos próximos três anos.

Ali há medidas de curto e médio prazos. O diretor do departamento de Oriente Médio do Banco Mundial, Ferid Belhaj, afirmou no documento que a região tem “pontos fortes e oportunidades” para que a economia saia da crise.

“Elas (as oportunidades) incluem amplos recursos naturais, terras férteis, uma população jovem e empreendedora, uma localização central e, até o momento, estável no caminho das principais rotas comerciais. Também conta com um governo determinado a implantar reformas e uma comunidade de doadores ávida por ajudar”, afirmou.

Algumas das sugestões do Banco Mundial para que o Curdistão volte a crescer são promover ajuste fiscal e ampliar as medidas de segurança social para lidar com a crise humanitária de refugiados e deslocados internos que chegam à região. O documento estima que 1,8 milhão de sírios e iraquianos entraram no território autônomo desde 2014 e que atender as necessidades de todos tem um custo aproximado de US$ 1,4 bilhão, segundo estimativas de 2015.

No mesmo documento, o ministro do Planejamento do Governo Regional do Curdistão, Ali Sindi, afirmou que colocar os planos de reforma econômica em prática demanda apoio dos aliados do governo regional para que os diversos interesses sejam atendidos. “Nosso governo agradece o plano de reformas e está completamente comprometido em implantá-las para garantir a consolidação fiscal no curto-prazo e alcançar o crescimento sustentável e inclusivo no médio prazo, enquanto protege nosso povo das múltiplas crises por meio de fortes medidas de caráter social”, afirmou.