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Termina a 49ª Feira Internacional de Argel

02 de junho de 2016

Argel – A 49ª edição da Feira Internacional de Argel (FIA) terminou nesta quinta-feira (02), na capital da Argélia, e permitiu que empresários argelinos e estrangeiros expusessem seus produtos e avaliassem oportunidades de parcerias e de contratos comerciais. A mostra começou no último sábado (28/05).

No total, 810 expositores - sendo 405 empresas estrangeiras de 33 países - participaram da feira multissetorial no Palácio de Exposições de Argel. Este ano a FIA teve como tema O investimento e a empresa no centro da economia produtiva.

Na cerimônia de encerramento, o ministro do Comércio da Argélia, Bakhti Belaïb, destacou a participação do Banco Árabe para o Desenvolvimento Econômico na África (Badea). A instituição de fomento tem como acionistas 18 países árabes e sua sede fica em Cartum, no Sudão. O banco financiou uma centena de importadores africanos em operações de compra de produtos argelinos.

Os organizadores desta edição decidiram conceder o status de convidados de honra aos representantes de empresas importadoras africanas que visitaram também o 5º Salão Djazair Export, que ocorreu paralelamente à FIA. “Djazair” significa “Argélia” em árabe, transliterado para o francês.

Cerca de 180 companhias participaram do salão de exportação, representando diferentes setores, como os de alimentos, serviços, indústria, produtos químicos, construção e obras públicas, e artesanato.

Belaïb destacou que os empresários africanos identificaram junto às empresas argelinas produtos com potencial de importação e vários contratos foram firmados.

Ele acrescentou que a retomada das exportações de produtos além da cadeia de petróleo e gás é uma “necessidade absoluta”. A indústria petrolífera responde por 93% das vendas externas argelinas e o país sofre com a perda de receitas decorrente da queda dos preços internacionais do petróleo.

O ministro ressaltou que o país dispõe de um potencial de exportação “enorme” e defendeu que os empresários de mobilizem mais para que a “Argélia possa depender mais de sua performance econômica do que das receitas do petróleo”.

O diretor-geral da Safex, entidade que organiza a feira, Tayeb Zitouni, disse, por sua vez, que esta edição atraiu cerca de 50 mil visitantes, número abaixo das expectativas, em função da realização das provas do Baccalauréat (espécie de Enem dos países francófonos) no mesmo período da mostra.

*Tradução de Alexandre Rocha com informações da redação da ANBA