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UE aprova crédito de 500 milhões de euros à Tunísia

09 de junho de 2016

Empréstimo foi aprovado pelo Parlamento do bloco para auxiliar o país na redução da dívida externa e na consolidação das instituições democráticas.

Tunis – O Parlamento Europeu aprovou na quarta-feira (08) uma ajuda financeira de 500 milhões de euros (US$ 566,3 milhões) à Tunísia. Trata-se um plano de empréstimo em condições favoráveis ao país para auxiliá-lo a reduzir sua dívida externa e a consolidar seus mecanismos democráticos. A proposta teve 561 votos a favor, 76 contra e 42 abstenções.

Segundo um comunicado divulgado pelo Legislativo da União Europeia, a relatora Marielle de Sarnez declarou que “a transição na Tunísia segue notável”. “A Europa realmente precisa estar ao seu lado (do país) e eu peço à Comissão [Europeia] que disponibilize este dinheiro o mais rápido possível, antes do verão [no Hemisfério Norte]”, disse.

Ela acrescentou que o apoio financeiro não é um subsídio, mas um empréstimo que a Tunísia terá que reembolsar, mesmo que a dívida do país continue a aumentar. A deputada sugeriu que a Comissão Europeia estude a possibilidade de lançar uma política semelhante à adotada pela França e pela Alemanha, que decidiram converter parte da dívida da Tunísia em investimentos na nação árabe.

“Para ter acesso ao dinheiro, a Tunísia deve assinar um protocolo de entendimentos com a Comissão Europeia, assumindo compromissos com reformas estruturais e com uma boa gestão das finanças públicas”, informou o comunicado.

O texto diz também que a Tunísia deve “garantir mecanismos democráticos eficazes, a primazia da lei e o respeito aos direitos humanos”, o que será acompanhado pela União Europeia. O empréstimo poderá ser utilizado ao longo de dois anos e meio.

A este valor soma-se mais US$ 2,9 bilhões em apoio financeiro oferecido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Parlamento Europeu ressalta que “a economia da Tunísia se encontra em grande dificuldade desde a revolução de 2011”. “Em 2015, o país foi atingido por ataques terroristas que afetaram os fluxos de turistas e exacerbaram seu fraco equilíbrio fiscal e seu balanço de pagamentos”, afirmou o comunicado. “A taxa de desemprego entre as mulheres é de 20%; entre os jovens com diplomas universitários de 28,6% e a média é de 15%”, concluiu.

*Tradução de Alexandre Rocha